O ZERO venceu o Expocom Regional como melhor Jornal laboratório da Região Sul e na categoria “Melhor produção em jornalismo informativo”, com a reportagem especial “Plano Diretor da Capital foi alterado 368 vezes”, das alunas Luisa Frey e Juliana Sakae, publicada ano passado e disponível aqui.
“As mil e uma funções do Ministério sem Ministro”, de Fernanda Friedrich, e “Consumo crescente de água mineral provoca contradições”, de Esther da Veiga e Marina Bento Veshagem, foram as reportagens vencedoras.
A matéria sobre o Ministério Público foi premiada pela Escola Superior do Ministério Público da União. Publicada na edição de abril de 2008, a reportagem obteve o primeiro lugar da Região Sul. Friedrich receberá R$ 5 mil reais, além de passagem e hospedagem para participar da cerimônia de premiação, em Brasília. A reportagem pode ser lida clicando aqui.
O II Prêmio CAIXA – UNOCHAPECÓ de Jornalismo Ambiental premiou as melhores webreportagens com a temática “Riscos, impactos e sustentabilidade ambiental no sul do Brasil”. As autoras, que haviam publicado a matéria na edição de setembro deste ano, adaptaram o material para a internet e ganharam o primeiro prêmio do concurso, mais R$ 4.500,00. Leia a reportagem publicada no Zero aqui.
Fred Melo Paiva conversa sobre novela com seus entrevistados
Depois de passar o dia no hotel resolvendo a viagem que faria à Amazônia na semana seguinte para apurar seu primeiro livro-reportagem, Fred Melo Paiva veio à UFSC abrir a VII Semana do Jornalismo. Antes, porém, conversou com os alunos Pedro Santos e Fernanda Dutra. De boné, all star e terno xadrez, o jornalista mineiro-paulistano contou como apura os detalhes de suas reportagens e como os coloca em formatos diferentes – carta, diálogo, narração de jogo de futebol ou até mesmo imitação de romance policial mal traduzido.
Zero: Você passou por revistas com linhas editoriais bem diferentes como a Veja, Istoé, Playboy. Como você foi trabalhando o seu texto em relação ao perfil de cada lugar? Paiva: Eu sempre tive, desde menino, um bom texto. Eu ia bem nas composições da escola. Os meus textos – os que mandei para a seleção do Curso Abril – me jogaram na Playboy. E depois a revista ajudou a reforçar isso, a me formar numa tradição de gosto pelo texto jornalístico. Acho que você encontra nas redações gente com particularidades diferentes. Tem gente que não se liga muito na composição do texto. O cara é cheio de fontes, um apurador, um cara que fala com todo mundo, entra na festa por debaixo da cerca, tem esse tipo. E tem um tipo assim – que eu acho que sou– que se liga mais na composição do texto.
Projeto Os Donos da Mídia publica os nomes que controlam a sua TV, o seu rádio e o seu jornal
Por Rafaela Mattevi
A RBS é o maior grupo de comunicação social com o controle direto de empresas. Isso acontece por meio de contratos de gaveta não fiscalizados. São dados relevantes como este que o projeto Os Donos da Mídia nos revela. Uma pesquisa de abrangência inédita, com o levantamento de 7.275 veículos de radiodifusão e a análise do oligopólio na mídia brasileira. James Görgen é o coordenador do projeto, que lança um site no mês que vem, para “tornar públicos os dados que o Estado omite”. Ele nos conta os motivos da centralização da mídia no Brasil.
Zero: Quando começou o projeto Os Donos da Mídia? Görgen: Esse mapeamento da estrutura da comunicação no Brasil começou em 1978, mas não com a gente. O primeiro levantamento foi feito pelo que era um embrião da Intercom. Depois disso a gente começa a mapear, em 1988, as concessões que o Sarney distribuiu para garantir um ano a mais de mandato durante a constituinte. Foi o primeiro trabalho que eu e o Daniel Herz fizemos. Aí teve uma denúncia no Brasil todo, o Sarney teve que vir a público responder – ele e o Antônio Carlos Magalhães, ministro das Comunicações na época. Em 1994, a Célia [Stadnik], esposa do Daniel, fez um TCC em que a gente ajuda a montar esse esquema, com a mesma idéia, a de grupos regionais afiliados aos grandes grupos nacionais.