Manual de redação

Manual de redação e estilo

O Manual de redação do ZERO se propõe a organizar e padronizar o uso de termos, expressões e construções evitando que matérias sejam feitas usando-se normas diferentes, uniformizando o texto do jornal. Não estará no Manual, no entanto, regras gramaticais básicas, como o uso dos “porques” ou da crase, problemas esses facilmente solucionados na consulta ao dicionário ou em mecanismos de busca na internet.

O ZERO é um jornal laboratório e, como tal, deve ter sua linha editorial calcada na abordagem de assuntos diretamente ligados aos interesses do público-alvo prioritário (a comunidade universitária de Santa Catarina, professores, servidores técnico-administrativos e estudantes), usando, portanto, linguagem apropriada para tal público. É importante que as matérias sejam feitas o mais distante possível da postura institucional.

Deve-se prezar pelo texto claro, sem tautologias, redundâncias e ambigüidades; evitar linguagem fática (você, caro leitor…), vocabulário rebuscado e palavras que possam ser substituídas por outras mais usuais. Assim, opte pela concisão, ela evita a prolixidade que dificulta a compreensão do texto.

Abreviações: evitar em casos desnecessários e/ou inexistentes. Ex.: Obs, PS, Av. Escrever endereços por extenso.

Adjetivos: “O uso de adjetivos testemunhais e aferições subjetivas devem ser eliminados. Exemplos como bela mulher, grande salário, edifício alto trazem locuções nas quais o sentido de bela, grande e alto depende, essencialmente, dos valores, padrões e sensibilidade de quem fala” (LAGE, Nilson, 2002). A norma é substituir tais expressões por dados que permitam ao leitor ou ouvinte fazer sua própria avaliação.

Aspas: somente para declarações de fontes e entrevistados. Evitar uso em palavras de duplo sentido ou expressões irônicas.

Campanhas: Nome de campanhas sempre grafadas entre aspas.

Datas: em títulos, olhos e linhas finas, abreviar, usando apenas números e barras laterais. Ex.: 3/9. No corpo de texto, usar números para dias e forma em extenso para meses. Ex.: 3 de setembro. Usar números cardinais, exceto os primeiros dias de cada mês (1°).

Endereço: Tudo, sempre, em letra minúscula. Ex: rua, avenida, logradouro, servidão.

Estado/estado: quando referir ao conceito político e às instituições governamentais, grafar primeira letra em maiúsculo. Ex.: Teoria geral do Estado, O Estado brasileiro está em crise. Para unidades da federação e sinônimo de situação, disposição, usar minúsculas. Ex.: O estado de espírito, O estado de saúde do presidente melhorou, O estado de Santa Catarina possui 293 municípios.

Estrangeirismos: evitar quando houver palavra correspondente em português. Ex.: entrega, e não delivery, mídia e não media. Nomes próprios e topônimos (nomes de lugares) devem ser mantidos na grafia original, exceto quando mundialmente conhecidos e traduzidos para o português. Ex.: papa Bento XVI, Nova York, Londres. Se houver necessidade de usa-los, grafar em itálico.

Fontes: Na primeira vez em que a fonte for citada, colocar seu nome completo. Da primeira em diante, usar apenas o sobrenome, inclusive quando se tratar de fonte do sexo feminino.

Horas: usar algarismos para horas e minutos, seguidos da letra “h” para abreviar a palavra “hora”. Ex.: 14h30.

Itálicos: utilizar em estrangeirismos, nomes científicos e em títulos de publicações (livros, revistas, jornais, teses acadêmicas, entre outros).

Maiúsculas: nomes próprios, de instituições e órgãos, topônimos, acidentes geográficos e corpos celestes, períodos geológicos e históricos (Pré-Cambriano, Idade Moderna), prêmios e distinções (Nobel, Pulitzer), pontos cardeais (quando designam regiões geográficas), datas comemorativas (Natal, Reveillon).

Minúsculas: cargos, profissões, títulos (mestre, doutor), formas de tratamento (senhor, senhora), ciências (medicina, sociologia, direito), disciplinas (deontologia, epistemologia), movimentos artísticos (surrealismo, impressionismo), gentílicos (brasileiro, catarinense, florianopolitano), pontos cardeais (com sentido de posição geográfica) meses e dias da semana.

Nomes de publicação: em itálico.

Numerais: de zero a dez, escrever por extenso. Valores entre 11 e 99.999, usar numerais (exceto número cheios, como “cem” e “mil”). Para os milhares, separe as unidades usando vírgula. Ex: 2,5 mil.

Exceções possíveis:

1. em títulos, olhos e linhas finas, sempre utilizar numerais.

2. seguidos por cifrões (R$, US$, €), medidas de espaço e tempo (cm, m, h, etc), sempre usar algarismos.

Parênteses: usados para explicação de siglas e abreviaturas, e para acrescentar dados (datas de nascimento, localização geográfica, filiação partidária, unidade da federação, entre outros). Evitar uso para explicações longas e digressões. Nestes casos, separar idéias em duas frases.

Pontos cardeais: quando designam posições geográficas, usar minúsculas. Ex.: o barco virou a nordeste. Para regiões territoriais, grafar primeira letra em caixa alta. Ex.: A economia do Nordeste cresceu 5% nos últimos 12 meses.

Porcentagens: grafar sempre em algarismos (1%, 2%, 3%…). Evitar no início de frases, títulos, linhas finas e olhos. Lembrando que a concordância da porcentagem se dá de acordo com o substantivo que a acompanha. Exemplos: No plural – Apenas 32% dos
norte-americanos apóiam intervenção no Iraque.
No singular – Em janeiro de 2008, o volume de vendas do comércio cresceu 1,8%.

Siglas: na primeira citação, colocar o significado da sigla, seguido pela sigla entre parênteses. Ex.: Fundo Monetário IInternacional (FMI). Siglas com mais de três letras e que formem sílabas são escritas em letras minúsculas (exceto a primeira). Ex.: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Travessões: usados para separar e dar ênfase às idéias de uma oração, fazendo as vezes da vírgula. Evitar uso para digressões e explicações longas. Aliás, evite digressões e explicações longas.

Valores: Todo valor deve ser acompanhado de cifrão, sem a palavra “reais”. Ex: “O gasto com a campanha foi de R$ 570 mil”; “O garoto disse não ter dado mais de R$ 10 ao traficante”.

Manual de Diagramação

Crédito de foto: Sempre no canto superior, à direita.

Nome do Zero: Sempre em caixa alta e negrito.

Assinatura de matérias correlatas: Dentro de parênteses, em caixa alta e negrito.

Quando for DIVULGAÇÃO, colocar sempre o site do qual a foto foi retirada.

Uma resposta para “Manual de redação”

  1. Ana Plentz Disse:

    Gostei bastante deste Manual de Redação, pude corrigir algumas coisas que estava fazendo errado…mas uma coisa, e quanto as reticências???
    Muito Abrigada

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